• O que é homeopatia?

    A Homeopatia é um sistema médico completo que tem uma doutrina, uma semiologia e uma terapêutica dentro de um marco humanístico-científico e holístico. Baseia-se, portanto, em um tratamento composto por substâncias naturais em concentrações totalmente inócuas que põem em funcionamento mecanismos de sensibilidade nos seres vivos e que não contravém às reações naturais do mesmo. Seus fundamentos mais avançados se reafirmam na teoria do estímulo constante de uma parte ou de todo o sistema vital para atingir sua reação e a cura espontânea.

     

    A Homeopatia tem como base entre outros na Lei das Semelhanças onde Hahnemann pela primeira vez incorporou o termo “Homeopatia” (homoios), que significa em grego, «semelhante», e pathos «sofrimento» nascendo no ano de 1796. Tanto Hipócrates (século 4° A.C.) e Paracelso no início do século XVI, já fizeram suas observações sobre a ação terapêutica dos semelhantes «Similia Similibus Curentur» (curar com uma substância que é capaz de produzir o mesmo quadro sintomático). O complexos homeopáticos Enzivet são desenvolvidos por meio da farmacotécnica homeopática, principalmente pela dinamização (diluição + sucussão e/ou trituração) que utiliza o princípio da similitude, e obtido pelos procedimentos de diluições e sucussões.

  • Quais são os princípios básicos da homeopatia de Hahnemann?

    - Lei dos semelhantes; - Experimentação animal sadio; - Doses mínimas e dinamizadas; - Escola Complexista = Complexo Homeopático (escola unicista = remédio único).

  • O que significa o Princípio da Semelhança?

    A homeopatia procura encontrar uma substância onde a superdose causaria sintomas similares aos que experimenta em uma pessoa doente. Uma vez determinada a relação, se administra a substância em doses muito pequenas e seguras com efeitos certos. Os Homeopatas definem o princípio subjacente ao processo de emparelhamento como Princípio da Similitude ou Semelhança. Este princípio não é desconhecido para a medicina convencional. As imunizações (VACINAS) se baseiam no princípio dos semelhantes. Segundo comentários de Hahnemann sobre a aplicabilidade geral da Lei da Semelhança, data de 1789, quando traduziu a obra: “Tratado de Matéria Médica”, hoje conhecida como Farmacologia, do médico francês William Cullen, no capítulo sobre o Quinina. A lei da semelhança não é de Hahnemann e sim de Hipócrates, só que o primeiro experimentou a mesma. A academia acredita nesta lei, mas não assim em “Doses Infinitesimais” ou mínimas. Medicamento “simillinum” é aquele que ocupa todos os sintomas que desejamos e atua no campo vital (diga-se de forma mais atualizada energia química). É comum e aceitável que cada planta, mineral ou substância química possa gerar, sem ingerir superdoses, uma série própria e única de sintomas físicos e gerais. A máxima “SIMILIA SIMILIBUS CURENTUR”, ou seja, o semelhante deve ser curado com o semelhante, quer dizer que o doente deve ser curado com o remédio cujos sintomas desenvolvidos no individuo sadio sejam idênticos ou mais semelhantes aqueles do indivíduo doente.

     

    Existem duas formas básicas de curar: combatendo-o, ou seja, através da LEI DOS CONTRÁRIOS, e também através da LEI DOS SEMELHANTES, quando procuramos que o organismo reaja, combatendo o mal que o aflige. A ideia era utilizar uma substância que provocasse sintomas semelhantes aos observados no indivíduo doente, se fosse usada uma grande quantidade desta substância, o resultado seria tornar o indivíduo, já doente, ainda mais doente, e com os mesmos sintomas. Hahnemann usou a mesma substância (Lei da Semelhança), porém em quantidade pequena, ou, bem pequena.

     

    A terapêutica, portanto se baseia em pilares sólidos como são:

     

    - Na Homeopatia não há doenças e sim doentes. Se estivermos enfraquecidos, sem reservas, teremos problemas, porque nosso organismo estará fraco e sem resistência. No Sistema Homeopático não devemos tratar parte do corpo, mas sim também tratar o corpo todo. Por exemplo: se o animal tem infestação na pele por carrapatos, moscas dos chifres, berne ou bicheira, não é a pele apenas que está doente, mas é também seu corpo. Então, temos que tratar os parasitas, mas também seu corpo na totalidade. Doenças são desequilíbrios! O Sistema Homeopático visa restaurar ou recuperar o equilíbrio da totalidade. Sintomas não são doenças por isso, quando tratamos os sintomas, as doenças continuam.

     

    - Quando acontece esta semelhança, o animal ou pessoa sente uma hipersensibilidade sobre a substância. Assim, as pequenas doses atuam em uma versão biológica da Ressonância Dinamizada a mais de 24X ou 12C, que talvez não contenha nenhuma molécula da solução original, mas se afirma que algo fique: a essência da substância, sua energia e seu modelo.

  • O que significa o Princípio da Força Vital em homeopatia?

    A força vital é definida como a unidade de ação que rege a vida física, conferindo-lhe as sensações próprias dos organismos vivos. Este princípio é dinâmico, imaterial, distinto do corpo e do espírito e integra a totalidade do organismo. Todos os fenômenos fisiológicos que regem a vida são dependentes desta força. Claro, que tendo em conta a superioridade e complexidade do homem em comparação com os animais e vegetais.

     

    A força vital apresenta-se de forma diferente entre todos os organismos vivos. A presença ou ausência deste princípio vital mostra que é o responsável pela vida ou pela morte, respectivamente. O desequilíbrio da força vital gera manifestações ou sintomas físicos e de comportamento que origina aquilo que denominamos doença matem-dose, as partes do organismo no estado de saúde sempre em harmonia ou equilíbrio, por isso a saúde é o estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e comportamentais se acham em situação normal. Não podemos esquecer que o fenômeno vida está relacionado a existência de força além da própria matéria.

     

    Hahnemann deixa bem claro que a força vital é um poder ilimitado que governa o organismo e ao mesmo tempo o conserva para um funcionamento harmônico, também descreve que o papel capital da força vital e ser agente mantenedor da vida e elemento diferenciador entre a vida e a morte, entre a composição e a decomposição orgânica.

  • Por que utilizar a Homeopatia na produção pecuária do Brasil?

    A produção intensiva de animais produtivos e monocultura agrícola têm se tornado uma tendência assustadora e devastadora que há levado à propagação de grande infestação de pragas, insetos, fungos, bactérias, parasitas, ácaros e vírus produtores de doenças. No entanto, poucas práticas alternativas para tratamentos profiláticos, terapêuticos e aumento de produtividade através de manejos sustentáveis foram introduzidas com objetivo de não incrementar os resíduos tóxicos e nem pressionar a resistência de agentes patogênicos nos animais e plantas. Perto de três milhões de toneladas de agrotóxicos são despejadas anualmente no planeta, contaminando solo, água, animais domésticos e silvestres, vegetais, com efeitos residuais que, sem dúvida, voltam-se contra o ser humano.

     

    Ainda assim, continuamos aplicando tratamentos, pesticidas, produtos quimioterápicos alopáticos sem um controle sustentável, e desconsiderando a grande ferramenta que constitui a homeopatia veterinária e a fitoterapia, para uso animal e vegetal. Apesar de haver produtos homeopáticos veterinários no mercado brasileiro, não contamos com tradição a respeito do uso massivo para o controle de infestações de carrapatos, mosca do chifre, bernes, miíases, moscas domésticas, vermes, assim como para tratar outras principais patologias que dia a dia padecem os animais domésticos e selvagens.

     

    No entanto, temos a certeza que esta tradição ou relação irá aumentando com o tempo, com respeito ao uso dos homeopáticos na pecuária brasileira familiar e no agronegócio. No estado do Rio Grande do Sul, estes produtos estão sendo mais procurados para aplicação em gado de leite, de corte, equinos, ovinos, caprinos, bubalinos e também em pets, assim como, recentemente, para uso em animais de zoológicos e selvagens. Apesar da homeopatia ser uma ciência médica e veterinária constituída há mais de um século, e criada por médicos e veterinários, além de existirem suficientes resultados de pesquisas na França, Estados Unidos, Alemanha, Colômbia, México, Argentina e Brasil, ainda encontramos profissionais que acreditam que muitos dos resultados não estão cientificamente fundamentados em comparação aos estudos que se realizam com produtos alopáticos.

  • Quais os sistemas que regem na medicina veterinária e humana?

    - Sistema Enantiopático: É regido pela lei dos contrarios ( Enanthos = contrario e Pathos = doença ) ex . antitermico, antiespasmodico, antidepresivo.

     

    E um sistema organicista.

    - Sistema Alopático : Esta governado pelas leis dos diferentes (grego allos= outro e pathos = doenças). Ex: sangrias, sanguessugas, vermes, ventosa, etc.

    - Sistema Isopático: (do grego Isos = igual e pathos = doenças), consiste no tratamento de doenças por meio de produtos extraidos de proprio mal.

     

    De órgão afetado ou de agentes etiológicos . Ex: soros e vacinas. Uso de nosódios (Bioterapêuticos)

    - Sistema Médico Homeopático: baseado na lei dos semelhantes do grego Homeoio = semelhante e pathos = doenças.

  • Quais são as Escolas Homeopáticas?

    1- Escola Unicista ou Escola Ortodoxa de Hahnemann e Ken: são divididas em duas correntes, sendo alta potência e baixa potência. Emprega-se somente um único ingrediente ativo.

     

    2- Escola Alternista: usa um remédio principal, agregando outros medicamentos ou drenadores, em horários diferentes para a mesma situação, trabalhando com potências centesimais.

     

    3- Escola Pluralista: são usados muitos medicamentos homeopático para tratar vários sintomas, com a finalidade de cobrir uma única doença.

     

    4- Escola Organicista: trata o órgão adoecido e seus sintomas. As prescrições são feitas pelos sintomas físicos. Organotrópicos são também uma tendência da homeopatia atual. No entanto, dá importância também às reações individuais, aspectos próprios que se incorporam cada dia mais na medicina contemporânea, ortomolecular, nanotecnologia, nos avanços da biologia molecular, engenharia genética, toxicologia, convertendo-se, portanto, em uma homeopatia veterinária atual e moderna.

     

    5- Escola Multixista: muitos ingredientes ativos numa única fórmula, baixas dinamizações, policrestos de acordo com a situação orgânica e valoriza a doença e doente.

     

    6 - Escola Pluralista: usa muitos ingredientes homeopáticos numa única fórmula para tratar diversos sintomas. Na prática, esta corrente pluralista também dá importância à similitude anatomopatológica, e resta importância da medicina veterinária aos sintomas psíquicos, sendo de grande utilidade na homeopatia humana.

     

    7 - Escola Neo-Hipocrática: mistura ingredientes ativos homeopáticos e alopáticos.

     

    8 - Escola Complexista: outras formas heterodoxas de utilizar os medicamentos homeopáticos têm como base a biologia molecular, e se denominam Complexismo, com a prescrição de misturas fixas de remédios homeopáticos frente a determinadas infecções e síndromes que em certas ocasiões podem incluir nas formulações fármacos, fitoterápicos e outras substâncias não residuais e não tóxicas, onde é cumprida a lei de semelhança e experimentação. Alguns homeopatas veterinários proclamam a necessidade de uma “Plurifarmacologia”, empregando vários remédios alternados em curto espaço de tempo, usando remédios drenadores junto com remédios constitucionais.

  • Quais são os animais que podem ser tratados com produtos Homeopáticos?

    Todas as espécies de animais domésticos, de estimação, silvestres e de produção aquícola.

  • Como utilizar a homeopatia nos animais?

    Atualmente mais de 85 % dos produtos homeopáticos veterinários são fornecidos junto ao sal mineral, ração, suplemento proteico, sal comun ou líquido. Outra forma de oferecer homeopático aos animais, especialmente ovinos e caprinos, é diluir o produto na água e aplicá-lo mediante seringas (per-os). Pode-se também pulverizar (banhar) o animal, e polvilhar nas instalações e também nos animais.

  • Qual a relação entre Segurança Alimentar e Homeopatia Veterinária?

    O uso de produtos homeopáticos já se caracteriza numa exigência para alcançar cada vez mais uma melhor condição de segurança alimentar, nos mercados nacional e internacional, e desta forma, conscientizar-se da importância de se obter um alimento seguro através de métodos sustentáveis.

     

    A segurança alimentar é um critério que vem ganhando mais espaço para ficar definitivamente, sendo definida como o estado existente quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficientemente segura, nutritiva e que atenda às necessidades nutricionais e preferências alimentares, de modo a propiciar vida ativa e saudável.

     

    Como resultado desta política da FAO e OMC, alguns países adotam “Barreiras Sanitárias” a produtos alimentícios a fim de garantir alimentos saudáveis e sem perigo, sejam de origem química com o uso de antibióticos, aditivos, hormônios, promotores de crescimento; biológicos, como vírus, bactérias, toxinas e parasitas; ou, físicos incorporados durante o processo de fabricação dos alimentos, provindos principalmente dos próprios equipamentos, quando ocorre manutenção inadequada, ou se incorporam ao alimento, por exemplo, pedaços de borracha, metal, entre outros resíduos, ou por último, acontecer também durante o transporte ou a colheita do alimento. Precisamente, o uso de produtos homeopáticos constitui uma importante alternativa superior nesta política da FAO-OMS para fortalecer, proporcionar e lograr os objetivos desta política que orienta sobre Segurança Alimentar.

  • Quais são as Oportunidades e Ameaças na Homeopatia Veterinária?

    A homeopatia veterinária vem tendo aceitação crescente no agronegócio devido a sua eficácia e ao seu baixo custo. E, pelo fato de não apresentar substâncias tóxicas e resíduos prejudiciais à saúde humana, animal e ao meio ambiente, possui caminho livre mesmo nos protocolos mais exigentes dos mercados nacional e internacional. Atualmente a homeopatia veterinária possui amplo espectro de ação, aplicando-se a diversos tipos de agentes patógenos que provocam enfermidades. Os exemplos mais destacados são para controle de carrapatos, bernes, moscas de chifres, e nas principais verminoses assim como na prevenção de mastite, papilomatose, cisticercose bovina, ceratoconjuntivite, etc.

     

    Além disso, os medicamentos homeopáticos estão sendo usados para facilitar o parto dos animais em suínos e bovinos, melhorar a eficiência reprodutiva dos rebanhos, e melhorar a qualidade do leite produzida referente à contagem de células somáticas (CCS), e contagem bacteriana total (CBT) no leite. A homeopatia veterinária encara restrições e alguma desconfiança por uma parte da população e pesquisadores, que, ainda em crescimento se reconhece só como uma medicina alternativa, por existirem poucos estudos científicos que comprovem eficácias.

     

    Além disto, há o mito de que os medicamentos homeopáticos são lentos nos seus efeitos, mas este tipo de preconceito tem sido desfeito na prática, pois podem ser utilizados tanto em casos crônicos, como agudos. A Homeopatia já está oficializada como especialidade em várias faculdades federais de Medicina Veterinária do Brasil, e também se encontram ativos alguns cursos de Homeopatia para veterinários no Brasil, cursos esses avaliados pela AMVHB – Associação dos Médicos Veterinários Homeopatas Brasileiros, entidade que obteve uma grande vitória no ano de 2000, ao conseguir junto ao Conselho Federal de Medicina Veterinária o reconhecimento da Homeopatia como especialidade Médico Veterinária, concedendo o título de Especialista a aqueles veterinários homeopatas que forem aprovados no exame aplicado para AMVHB.

  • Por que mais médicos veterinários e criadores em geral estão usando produtos Homeopáticos?

    1-Por sua eficácia no controle diário de doença e melhora do estado físico do rebanho;

     

    2-Por falta de soluções na atualidade das terapias existentes;

     

    3-Como método alternativo terapêutico e profilático para grandes e pequenos animais, afetivos, selvagens e de zoológicos;

     

    4 -Pelas sequelas deixadas por outras terapias alopáticas;

     

    5 -Devido aos alopáticos aumentarem gradualmente os custos de produção da pecuária animal;

     

    6 -Os prejuízos na qualidade de produtos industrializados, como o leite e seus derivados;

     

    7-Pela adubação excessiva, e utilização cada vez mais frequente e intensa de pesticidas e herbicidas que afetam os animais e os homens;

     

    8-Cada vez mais incrementa-se o espaço para a agricultura natural no Rio Grande do Sul;

     

    9-Está sendo cada vez maior a produção de produtos biológicos e naturais ecologicamente corretos para saúde dos solos, plantas, animais, e o homem; 10- Pelo equilíbrio entre ecologia e economia na agricultura para uma vida mais sustentável;

  • Quais as Competências Éticas no trabalho homeopático veterinário?

    - O Homeopata deve ser capaz de contribuir para manter um bom ambiente, que promova os valores individuais e interações desta ciência com os resultados.

    - Deve demonstrar respeito pelos indivíduos que trata e reconhecer os direitos dos animais e donos.

    - Respeitar o Código Deontológico da Homeopatia na relação profissional com os colegas e outros profissionais da agropecuária e saúde.

    - Mostrar disponibilidade e abertura relativamente aos colegas de trabalho para cooperar, aceitar a perícia dos outros, articular a sua participação pessoal com a dos outros nas respectivas ações.

    - Demonstrar a sua capacidade para trabalhar eficazmente em equipe seja com os colegas de profissão, ou com outros profissionais, assim como também colaborar de forma interdisciplinar com base no conhecimento e respeito mútuo dos diferentes papéis e escolas.

  • Quais são os eixos de pesquisa que se realiza na atualidade em homeopatia?

    Para o presente, está sendo determinado os mecanismos de ação destes importantes medicamentos homeopáticos por meio de análise e estudos físico-químicos, cito-histopatológico, bioquímicos, biológicos, imunológicos e de comportamento. O segundo eixo sobre pesquisas clínicas, onde se compara o medicamento homeopático com outros medicamentos alopáticos e placebos. Já o terceiro eixo, é aquele encaminhados aos estudos fármaco-epizootiológicos e observação, envolvendo aos médicos veterinários e pecuaristas.

  • O que é dinamização?

    É o método bastante utilizado na farmacotécnica homeopática na preparação de medicamentos, através da diluição de insumos ativos em insumo inerte adequado, seguida de sucussões e/ou triturações (ANVISA, 2011a; CÉSAR, 2003; HOMEOPATIA VETERINÁRIA, 2009; TEIXEIRA, 2006). É necessário ter clareza de que não existe homeopatia ou produto/medicamentoso homeopático, sem dinamização dos ingredientes ativos. A Dinamização acontece através da diluição dos ativos em insumo inerte adequado seguida de sucussões e/ou triturações.

     

    Deste procedimento com as substâncias medicinais, foi onde Hanemann criou seu Método de Dinamização (diluições sucessivas e agitações vigorosas), utilizando o conteúdo final para preparar seus medicamentos. Assim, experimentou com quantidades cada vez menores de medicamentos, até chegar a produzir as denominadas doses infinitesimais, ativação de solventes polares, cumprindo com as leis da homeopatia também nas doses infinitesimais, que determinam o desenvolvimento de fenômenos biológicos na célula, porque cumprem com a lei da farmacoterapia de Schultz que diz: “Toda excitação provoca numa célula um incremento ou uma diminuição de sua função fisiológica em relação à intensidade débil ou forte da excitação”.

     

    A lei biológica fundamental de Arndt afirma que as pequenas excitações provocam uma atividade vital, as médias se incrementam, asfortes se anulam em parte, e as exageradas se anulam totalmente. Ao processo conjunto, de diluição e agitação, Hahnemann deu o nome de Dinamização (dínamo ou força).

  • O que é Sucussão?

    É o movimento de agitar verticalmente de forma vigorosa e constante as soluções de fármacos sólidos e líquidos, diluídos e dissolvidos em insumo inerte adequado, em anteparo semirrígido (ANVISA, 2011a; HOLANDINO et al., 2007).

     

    A Sucussão pode ser manual ou mecânica (ANVISA, 2011a; CÉSAR, 2008; HOLANDINO et al., 2007). Para o processo de Sucussão Manual, o manipulador deve realizar com uma das mãos cem movimentos de agitação vertical (HOLANDINO et al., 2007).

     

    Na Sucussão Mecânica, utiliza-se o aparelho chamado de erradamente Dinamizador, corretamente (braço Mecânico), no qual também são realizados cem movimentos, simulando o movimento do braço humano (ANVISA, 2011a; CÉSAR, 2008).

  • O que se entende por potência?

    Denomina-se potência ao número de vezes que a substância foi Dinamizada. Quanto mais Dinamizada, maior a potência do medicamento. Do ponto de vista homeopático quanto mais Dinamizado e, portanto, mais diluído, mais potente é o medicamento, assim como clinicamente é potente.

     

    Potência, portanto, refere-se ao número de Dinamizações que foram realizadas ao medicamento homeopático, além de indicar o poder medicamentoso, quando um homeopata recomenda um remédio homeopático, junto ao nome desse remédio aparecerá um número seguido de umas letras.

     

    Por exemplo: NATRUM MURIATICUM 15CH. NATRUM MURIATICUM (sal comum) é o nome da substância que contém o remédio em que 15, representam a potência, e CH o tipo de diluição.

  • O que é Tintura-mãe (TM)?

    A tintura-mãe é a forma farmacêutica líquida que origina as diferentes formas e diluições de medicamentos homeopáticos, sendo preparada pela extração de substâncias vegetais ou animais, dissolvidas e/ou extraídas por maceração ou percolação em uma solução hidroalcoólica (ANVISA, 2011a; HOMEOPATIA VETERINÁRIA, 2009).

  • O que são os bioterapêuticos utilizados nos produtos homeopáticos?

    São preparações medicamentosas obtidas a partir de produtos biológicos vivos ou secreções, excreções, tecidos, partes de órgãos sadios ou patológicos, de origem microbiano, ou alérgicos. Essas preparações, quando de origem patológica, denominam-se Nosódios e não patológicos Sarcódios, sempre elaborados conforme a farmacotécnica homeopática.

     

     Classificam-se como Isoterápicos (autoisoterápicos e heteroisoterápicos). Os Autoisoterápicos são isoterápicos cujos insumos ativos se obtêm do próprio animal ou paciente (fragmentos de órgãos e tecidos, sangue, secreções, excreções, cálculos, fezes, urina, culturas microbianas e outros), e são destinados somente para este paciente. Os Heteroisoterápicos são isoterápicos cujos insumos ativos são externos ao paciente como (alérgenos, alimentos, cosméticos, medicamentos, toxinas, poeira, pólen, solventes e outros), que de alguma forma o sensibiliza, elaboradas conforme a farmacotécnica homeopática.

  • O que são os Nosódios?

    São feitos a partir do agente causador da doença ou do desequilíbrio. Exemplo: parasita, fungo, bactéria, vírus e órgãos lesionados. O Nosódio vivo é preparado com agentes vivos, podendo ser aplicado somente nas potências acima de 6CH (segundo MAPA). Se envolver organismos que contaminam agressivamente, adotar Dinamizações acima de 12CH.

     

    Quando há dificuldade em conhecer o preparado homeopático mais semelhante ao adoecimento do animal, o Nosódio é o recurso que atende várias situações da unidade ou do sistema produtivo. Antes de fazer o Nosódio, a praga deve estar com toda sua força, com toda sua agressividade, use o inseto que ataca.

  • O que significa a Trituração na homeopatia?

    Quando a sustância original a dinamizar não é solúvel em água, álcool etílico ou glicerina. Nestes solventes, precisa-se utilizar lactose ou sacarose, realizando-se movimentos para triturar a substância com o pistilo de porcelana, contra as paredes do recipiente. Então, a trituração é feita na proporção de 1% da substância ativa em lactose. Divide-se a lactose em TRÊS porções. Toma-se cada uma destas porções, e se coloca no gral de porcelana e tritura durante 6 minutos. Como a mistura da lactose com a substância fica fortemente aderida nas paredes do gral, é necessário raspar, com uma espátula também de porcelana, as paredes do gral, fazendo com que a lactose possa ser novamente triturada, por mais 6 minutos, e novamente raspada. Ao segundo terço da lactose, repete-se o procedimento. Adiciona-se o terceiro terço da lactose e, repete-se, pela última vez. Assim, depois de 1 hora, obtemos a primeira trituração – centesimal – da substância. Fazendo isto mais uma vez (mais uma hora) e, ainda outra vez (uma terceira hora), chegamos à terceira trituração centesimal da substância, que pode ser solubilizada em solução hidroalcoólica. A Dinamização continuará conforme a forma tradicional, através da diluição e da agitação. As agitações podem ser feitas manualmente (através de movimentos ritmados do antebraço, de batida contra o anteparo) ou através de um equipamento chamado de: braço mecânico. Os medicamentos assim produzidos são chamados de CH, porque foram diluídos através da escala Centesimal Hahnemanniana (CH).

  • Quais as Nomenclaturas Homeopáticas?

    Para designar medicamentos homeopáticos, podem ser utilizados Nomes Científicos, de acordo com as regras dos códigos internacionais de nomenclatura botânica, zoológica, biológica, química e farmacêutica, assim como Nomes Homeopáticos consagrados pelo uso (constantes em farmacopeias, matérias médicas, repertórios ou obras científicas reconhecidas pela homeopatia). Exemplos: Apis mellifica, Bryonia alba, Chelidonium majus, Conium maculatum, Digitalis purpurea, Lycopodium clavatum. Nomes Abreviados: o nome abreviado do medicamento pode dificultar a compreensão do receituário. Medicamentos de origem química são permitidos, além do nome científico oficial, aquelas designações consagradas pelo uso na homeopatia.

     

    Exemplos:

    - Barium e seus compostos

    - Baryta e seus compostos; Bromum e seus compostos

    - Bromium e seus compostos; Calcium e seus compostos

    - Calcarea e seus compostos; Sulfur e seus compostos

    - Sulphur e seus compostos.

     

    Medicamentos químicos, ácidos e sais, de natureza orgânica ou inorgânica, além da designação química oficial, também se permitem em primeiro lugar, o nome do elemento ou do íon de valência positiva e, em segundo lugar, o de valência negativa em seus compostos, Exemplos: Acidum aceticum ou Acetic acidum; Acidum benzoicum ou Benzoic acidum; Acidum lacticum ou Lactis acidum; Acidum sulfuricum ou Sulphuris acidum.

  • Escalas ou forma de expressão em Homeopatia VS Alopatia.

    Escala: é a proporção entre o insumo ativo e o insumo inerte empregada na preparação das diferentes Dinamizações. As formas farmacêuticas derivadas são preparadas segundo as escalas (ANVISA, 2011a; Homeopatia Veterinária 2009; MINHO, 2006).FHB., Em homeopatia são usadas as escalas homeopáticas e as quantidades se expressam em POTENCIAS, neste caso CH , no entanto, em Alopatia não são usadas escalas homeopáticas e as quantidades dos ativos se expressam em miligramas, gramas , quilogramas .

  • Qual a forma correta de expressão em homeopatia?

    Escalas: Centesimal, Decimal e Cinquentamilesimal. Escala centesimal (CH): apresenta a diluição de 1:100, 1 parte de insumo ativo em 99 partes do insumo inerte; Escala decimal (DH): é realizada a diluição de 1:10, 1 parte de insumo ativo em 9 partes do insumo inerte; Escala cinquentamilesimal (LM): utiliza a proporção 1:50.000, 1 parte de insumo ativo em 49.999 partes do insumo inerte.

  • O que são os Policrestos e Semi-policrestos em homeopatia?

    Policresto do latim polycrestus que significa muitas aplicações, são medicamentos homeopáticos utilizados com frequência na prática clínica diária.Também existen os medicamentos semipolicrestos mas não tem utilização tão frequente e com uma abrangência de síntomas menor que os policrestos.

     

    Policrestos são sustâncias ativas homeopáticas usadas para diferentes fins. Exemplo de medicamentos homeopáticos Policrestos : Aconitum napellus, Arnica montana, Bryonia Alba, Carbo vegetabilis, Chamomilla Matricaria, China Officinalis, Dulcamara, Hepar sulfur, Huoscyamus, Hyociamus Niger, Mecurius vivus, Nux vomica, Sulfur, Stramonium Datura, Veratrum album, Arsenicum Album, Belladonna, Calcarea Carbonica, Causticum, Ipecacuanha, Lachesis, Lycopodium Clavatum, Mercurius Solubilis, Phosphorus, Pulsatilla,- Rhus Toxicodendron, Sepia Officinalis, Silicea, Sulphur, Veratrum Album.

     

    Exemplo de medicamentos homeopáticos Semi policrestos : Antimonium Crudum, Antimonium Tartaricum, Aurum Metallicum, Baryta Carbonica, Cannabis Sativa, Cantharis Cicuta Virosa, Coccus Cacti, Coffea Cruda, Colocynthis, Conium Maculatum-, Digitalis Purpurea, Drosera Rotundifolia, Ferrum Matellicum, Graphites, Ignatia Amara, Iodum Metallicum, Kalmia Latifolia, Ledum Palustre, Magnesia Carbonica, Margnesia Muriatica, Natrum Carbonicum, Natrum Muriaticum, Nitricum Acidum, Nux Moschata, Opium, Petroleum, Phosphoricum Acidum, Platinum Metallicum, Spigelia, Stannum Metallicum, Staphysagria, Stramonium, Tartarus Emeticus, Thuja Occidentalis, Zincum Metallicum.

     

    Na realidade não existe um absoluto consenso em relação a este listado de policrestos e semipolicrestos devido a prática clínica de cada homeopata pois uns consideram a lista mais ampla e outros mais curta, as vezes determinados semipolicrestos consideram-se policrestos ou vice versa. Por último, existe a tendência de que cada homeopata com sua prática clínica pode estabelecer seu próprio listado de policrestos, da mesma forma os laboratórios que produzem medicamentos homeopáticos baseados em seus testes in vitro e de campo, classificando este segundo como experimentais.

  • Como se deve conservar corretamente os medicamentos homeopáticos?

    Os medicamentos homeopáticos devem ser conservados em local seco e arejado, ao abrigo de sol, umidade, cheiros fortes, calor e afastados de aparelhos que emitam radiações (TV, telefone celular, computador, rádio, micro-ondas, etc).

  • O que significa o método de “Microdoses”?

    A microdose não é um novo procedimento, nem se trata de manejar medicamentos em doses diminuídas até milésimas das utilizadas classicamente em terapias médicas. Deve-se notar que microdoses se parece à homeopatia somente devido a que ambas utilizam quantidades de medicamentos muito pequenas.

     

    As bases teóricas de microdoses são as de alopatia, em quantidades mínimas. Se está chegando a uma conclusão definitiva: uma vez que demonstre que as quantidades em milhares de vezes menores de fármacos (industriais, herbolários, tissulares) são efetivas para o tratamento de diversas patologias.

     

    Condicionar o emprego de quantidades “macro”, isto é, as doses atualmente alopáticas necessitarão de normas rígidas nos casos muito especiais, para se evitarem os padecimentos por efeitos.

  • Apresentam-se interações medicamentosas entre o remédio homeopático e os medicamentos alopáticos?

    Não, mas o mais correto é decidir por uma das duas terapias. É necessário então na recuperação ter em conta as tendências no uso de produtos homeopáticos Unicista, e a homeopatia Multicista.

  • Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Homeopatia.

    Diz-se que mais de 80% da população mundial faz uso de plantas medicinais/fitoterapêuticas. Frequentemente se associa homeopatia com uso de plantas medicinais e terapias naturais com fins terapêuticos (balneoterapia, hidroterapia, aplicação de argilas, banhos de sol, ortomolecular, macrobiótica, essências florais e óleos essenciais).

     

    No entanto, a homeopatia usa como ingredientes plantas, minerais e partes de órgãos doentes ou sadios para a preparação de seus remédios, mas se difere farmacotecnicamente com o uso de fitoterapia.

     

    Os fitoterápicos podem apresentar uma ação sinérgica quando se associam a ingredientes ou produtos homeopáticos, ou seja, integralmente, quando não é possível empregar combate químico, por falta de controle destes últimos ou por problemas de residualidade ou toxicidade nos animais e seus derivados (leite e carne), pode ser uma valiosa alternativa esta associação.

  • O que é Vitalismo?

    Vitalismo é uma doutrina que afirma a necessidade de um princípio irredutível ao domínio físico-químico para explicar os fenômenos vitais onde a homeopatia também pode ter alguma fundamentação. Segundo nossa concepção, as bases da homeopatia veterinária nos tempos atuais deverão evoluir mais além do fundamento que deu sua origem e renovar-se com as novas tecnologias que nestes últimos decênios as ciências tenham desenvolvido.

     

    A ação dos produtos homeopáticos pode também explicar-se de forma físico-energética, seguindo as leis da física quântica e não somente na química. Enfim, existe realmente uma corrente elétrica catalisadora nos organismos vivos (vegetais ou animais), a qual promove as reações bioquímicas características, ainda não muito capazes de serem identificadas e mensuradas. Devido a estas dificuldades tecnológicas atuais para caracterizar e quantificar cada efeito desta força vital, é possível que em diferentes indivíduos sadios, numa mesma condição etária, física e ambiental, possam reagir ou atuar regularmente da mesma maneira que quando ocorre instabilidade do estado vital.

  • Podemos administrar homeopáticos em fêmeas gestantes e lactantes?

    A resposta com toda segurança é sim. No momento em que tratamos a gestante, também estamos tratando os lactantes. Por isto, em homeopatia podemos chegar a qualquer etapa da vida e manejar a enfermidade sem nenhuma preocupação.

  • A homeopatia pode ajudar a tratar os sintomas mentais dos animais de estimação?

    Sim, e também algumas doenças psíquicas dos animais de estimação, tais como o medo às tempestades, etc.

  • Quem foi o descobridor da Homeopatia?

    O Médico alemão Samuel Christian Frederick Hahnemann, desde 1789 desenvolveu o princípio básico da homeopatia utilizando Medicamentos Dinamizados, ou preparados a partir de substâncias animais, vegetais, minerais ou tecidos doentes, consequentemente, podem-se medicar animais e vegetais com substâncias inócuas em termos químicos e de residualidade.

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